Eva Furnari: como nasce uma escritora?

Eva Furnari nasceu em Roma, na Itália, em 15 de novembro de 1948. Veio para o Brasil com quase 2 anos de idade e desenha desde bem pequena. Começou com homens palito e depois colocou roupas neles, pois, segundo Eva, eles eram muito magrelos. Com o passar das décadas e o avanço nos estudos, o trabalho de ilustração de Eva tornava-se mais elaborado, com referências por vezes líricas e bem-humoradas.

Entrou para a Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de São Paulo (USP) em 1972. Neste momento, seus traços começavam a receber influência do artista plástico Paul Klee, do cartunista Saul Steinberg e, mais tarde, do pintor e ilustrador Jean-Michel Folon.

Em 1974, passou a trabalhar como professora de artes no Museu Lasar Segall, onde ensinava desenho, modelagem em argila, xilogravura e pintura a óleo. Seis anos depois, passou a dedicar-se aos primeiros livros e ilustrações para o mercado editorial. Eva foi conquistando sua autonomia e liberdade no ambiente de trabalho e criou a famosa Bruxinha, muito querida na imaginação das crianças até hoje. A partir daí, suas obras passaram a ser traduzidas em vários países, como México, Equador, Guatemala, Bolívia e Itália.

De 1981 a 1983, recebeu, seguidamente, os prêmios de melhor livro de imagem, concedidos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). No ano seguinte, publicou sua primeira obra com texto e imagem. Depois disso, não parou mais. Suas obras passaram a ser adaptadas para o teatro que são encenados e já foram premiados várias vezes. E por falar em prêmio, em 1987, Eva recebe o Prêmio Abril de Ilustração e o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Tornando-se presença constante nas escolas, lança uma coleção para a Moderna em 1991 e, em 1993, ganha o seu primeiro Prêmio Jabuti de melhor ilustração pelo livro Truks, publicado pela Editora Ática. Em 2009, tornou-se autora exclusiva da Moderna. Atualmente, Eva Furnari possui mais de 70 livros publicados e coleciona mais de 40 prêmios ao longo de sua carreira.

“Eu sou uma pessoa assim: adoro ver filme de madrugada na televisão, daqueles que sempre acabam bem no final. Outra coisa que eu adoro são coisas pequenas: miniaturas, caixinhas, passarinhos de madeira e cerâmica. Faço coleção de pedras. Toda vez que vou viajar, trago umas pedrinhas, às vezes até pedronas, coisa que dá um pouco de trabalho para carregar. Adoro: doces, plantas, música e verão. Adoro inventar histórias. Também tenho um montão de implicâncias: sapato apertado, tomar banho gelado, ter que pegar fila no banco, abacaxi. Coisas que eu gostaria de fazer: tocar piano e fazer crochês. Tenho dois filhos, Claudia e Paulo, que são um barato. Sou assim, magra, uso óculos, tenho cabelos curtos, trabalho bastante, tenho excesso de imaginação e sou supersticiosa.”

(Violeta e roxo, 1984, Quinteto editorial, página 24)

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