Material para o professor

    A árvore que dava dinheiro

    Veredas

    Autor: Domingos Pellegrini
    Ilustração: Rogério Borges

    Sobre o livro

    Os habitantes de Felicidade, município pequeno do interior do Brasil, vivem com invejável tranquilidade até o momento em que um velho avarento, antes de morrer, deixa uma herança inesperada: uma árvore que dá dinheiro. Ora, a euforia consumista que se espalha pela cidade quando essa árvore de flores extraordinárias é descoberta logo se transforma em depressão: as notas, tão perfeitas, tão novinhas, se esfarelam completamente quando alguém as leva para além da ponte que delimita a fronteira do município. Mas não leva muito tempo até a televisão e os jornais descobrirem essa árvore prodigiosa, fazendo com que a cidade voltasse a se encher de dinheiro, mas dinheiro de verdade, dinheiro que não se esfarela: as notas graúdas trazidas pela profusão de turistas ansiosos por rasgar e queimar dinheiro em Felicidade. Acontece, contudo que, mais uma vez, aquilo que parecia uma bênção se revela uma maldição: as árvores param de dar dinheiro e os turistas abandonam a cidade, deixando-a endividada e poluída, sofrendo os efeitos desastrosos dos investimentos econômicos exagerados, das enchentes e da erosão. Apenas algum tempo depois, algo volta a nascer das malfadadas árvores: não notas de dinheiro, mas frutos, deliciosos e suculentos, que ensinam àquela população cansada de tantos reveses a possibilidade de saborear coisas simples.
     

    Conheça mais

    Detalhes da obra

    • Moderna Literatura
    • ISBN 9788516061432
    • Código do produto: 12061432
    • Indicação 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2),
    • Assunto Consumismo, Crise, Inflação, Turismo,
    • Tipo de obra Ficção
    • Faixa etária A partir de 13 anos
    • Preço sugerido R$ 56,00

    Dados técnicos

    • Formato Impresso
    • Dimensões do produto 14,00 X 21,00
    • Número de páginas 128

    Sobre o autor

    Domingos Pellegrini

    Domingos Pellegrini nasceu em Londrina, no Paraná, em 1949, vivendo a infância durante o auge da cafeicultura, quando a cidade era chamada "a capital do café". Formado em Letras, foi repórter e publicitário, "aprendendo a observar e desenvolvendo a linguagem". Seu primeiro livro de contos, O homem vermelho, ganhou o prêmio Jabuti. Participou de muitas antologias e coletâneas de contistas brasileiros, e tem também publicados livros para jovens e crianças. Acumula em sua experiência passagens como ativista de teatro, política e imprensa infantil, que logo teve início, quanto ainda estava no ginásio, tendo se estendido até sua fase de universitário. Foi presidente do Comitê pela Anistia de Direitos Humanos no período de 1978/79. Como jornalista, foi repórter, redator e editor da Folha de Londrina, jornal Panorama, na cidade de Londrina entre 1968 e 1975.