Ilan Brenman: como nasce um escritor?

As aventuras de Ilan Brenman começam em 01 de março de 1973, na cidade de Kfar Saba, em Israel. Ao lado de seus pais, Mario e Diana, e sua irmã, Gabriela, argentinos de nascimento, Ilan chega ao Brasil em 1979, aos 6 anos de idade. De lá para cá, além de uma jornada pelo mundo das palavras, o autor coleciona histórias de povos antigos, reconta aventuras e compartilha suas próprias aventuras pessoais.

Ilan é um leitor inveterado e tem como referências e inspirações nomes como Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Marcos Rey, Monteiro Lobato, Machado de Assis, entre outros. Seus pais sempre incentivaram a leitura e tinham muitos livros em casa. Inclusive, a literatura francesa da estante materna, os existencialistas e os livros de psicologia sinalizaram ao jovem Ilan, aos 17 anos, uma carreira à vista: a Faculdade de Psicologia – na qual se formou pela PUC-SP.

Ilan também é Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da USP, ambos defendendo uma literatura infantil e juvenil livre da ideologia do politicamente correto e com muito respeito à inteligência e à sensibilidade da criança e do jovem leitor. Essa preocupação é reconhecida pelos diversos prêmios já recebidos, entre eles o selo “Altamente Recomendável” pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e o prêmio White Ravens (Alemanha).

“Para um escritor, viver de escrita por si só é uma conquista. Poder trabalhar com criatividade, trabalhar com texto e poder encontrar com as pessoas e falar de literatura, falar de livros, é um privilégio. Eu não sei se daqui dez anos vou querer fazer alguma coisa diferente. Talvez o meu anseio, meu grande sonho é fazer livros cada vez melhores.”

Ilan, conta uma história para gente?

Contar histórias tem um grande significado na vida de Ilan Brenman. Foi aos 18 anos, em um estágio como monitor no clube A Hebraica, que Ilan teve uma epifania graças a uma menina de 8 anos. Esperando alguma atividade do então monitor, a menina se aproximou de Ilan e disse: “Conta uma história para gente”. Em pânico com aquela situação, Ilan respondeu que não sabia nenhuma história. A menina o olhou e disse a frase que mudaria a vida do estagiário: “Se você não sabe, inventa”. Foi naquele breve momento que nasceu o contador de histórias e, mais tarde, o autor Ilan Brenman.

“Aos poucos, vou tirando, junto com o público, os tecidos que encobrem seu corpo. O que tem por debaixo dos véus, nem o contador de histórias sabe. Às vezes, pode ser uma bela princesa, outras, um orangotango. O prazer reside nessa surpresa: o desvelar juntos os véus das mais diferentes narrativas”.

O clube A Hebraica foi decisivo na vida de Ilan por outro motivo. Ali, conheceu Tali, também psicóloga, que se tornaria sua namorada e, mais tarde, esposa e mãe de suas duas filhas. Do relacionamento com a família, surgiram inspirações para histórias como Papai é meu (2011), Segredos (2014), Pai cabide (2015) e muitas outras.

Naturalizado brasileiro, filho de argentinos, neto de russos e poloneses, Ilan tem como outra paixão os recontos da tradição oral de diversos países. Aqui se alinham livros como A amizade eterna e outras vozes da África (2016); ou Viagem ao redor do mundo em 37 histórias (2019). Tem livros publicados na França, Itália, Alemanha, Polônia, Espanha, Suíça, Dinamarca, Argentina, Portugal, Coreia, China e no México.

Atualmente, o autor percorre o Brasil e o mundo com palestras e participações em debate em feiras de livros, universidades e escolas sobre temas contemporâneos nas áreas de cultura, família, literatura e educação. Dessas andanças, surgem todos os dias novas inspirações.

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