Político? Contestador? Religioso? Cômico? Enigmático? Paisagista? Há dúvidas, porém Bruegel soube compreender, como poucos, a humanidade.
Realista e colorista, religioso e humanista, registrava com detalhes e com uma técnica precisa os acontecimentos de sua época.
Produtor de composições dispersas. Tendência para utilização de linhas diagonais.
Influenciado pelas miniaturas ou iluminuras (Livro das horas, do duque de Berri) e pelas tapeçaarias palacianas (cuja temática era a sociedade retratada em cenas de caçadas, danças, jogos e nos tipos populares, como, por exemplo, lenhadores).
Intérprete de provérbios e alegorias em que os personagens assumiam um cunho social e político mais que moral.
Paisagista, retratava a natureza - com seus rochedos abruptos, cenários românticos, vales no fundo de penhascos e regiões alpinas.
Melancólico; a ausência de sorriso em seus personagens é uma característica cada vez mais evidente e constante em suas últimas obras.
Cômico, ao representar a tradição popular, mais com deboche do que com denúncia social.
Considerado um maneirista, segundo Hauser, embora tivesse pouco em comum com eles. O que chama a atenção é sua visão de mundo dividida, sua abordagem pouco espontânea e natural da vida, como a dos maneiristas. Toda sua obra pode ser resumida em "como eu a vejo", o que exprime seu individualismo genuíno e único. |