Pieter Bruegel
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Mestres das Artes - Pieter Bruegel
Aqui você vai encontrar conteúdo e atividades para trabalhar em sala de aula utilizando os livros das Coleções Mestres das Artes, Mestres das Artes no Brasil e Mestres da Música no Brasil.
Pieter Bruegel

Dica

1) Após a leitura do livro Pieter Bruegel, o arte-educador poderá começar a apreciação da obra Os ceifeiros. Trata-se de uma paisagem, gênero que teve início no século de Bruegel. Antes disso, na Idade Média, desprezava-se a retratação do ambiente e a temática das obras era a representação do céu e do inferno.

Leve o aluno a perceber o efeito de profundidade nessa obra, ao contemplá-la a partir de um ponto de vista que permita deslizar o olhar para além das colinas, das árvores, em direção ao céu.
Esse efeito de profundidade foi obtido pela aplicação das cores. Em primeiro plano, surgem os tons de terra; em segundo, faixas em tons de verde e, ao fundo, mesclas de azul que fundem o céu e o mar.

A) Vivenciando a proposta
O arte-educador poderá pedir que os alunos contemplem a paisagem das páginas 14 e 15. Em seguida deve tentar envolvê-los na atmosfera que ela transmite, por meio de uma conversa com a classe, fazendo-lhe algumas perguntas.

Para uma melhor compreensão das paisagens de Bruegel, peça aos alunos que encontrem, no livro, outras reproduções desse mesmo gênero e repita o exercício acima com eles.

B) Desenvolvendo a proposta
Sugestão de materiais:
papel canson (A4 ou A3)
aquarela
pincéis
papel espelho ou revistas
cola
tesoura

Peça aos alunos que pintem, na folha de papel canson, os três planos característicos das paisagens de Bruegel: cores de terra, no primeiro plano; tons de verde no plano intermediário; e tons de azul no infinito (céu/mar) reforçando a profundidade da perspectiva. Vale a pena ressaltar que Bruegel utilizava muito as linhas diagonais em suas composições.
Em seguida, o professor deverá sugerir que os alunos completem a paisagem fazendo uma colagem. A dimensão das figuras deverá estar de acordo com a proporção de cada plano. Lembre aos alunos que, quanto mais distantes, menores serão as figuras.

C) Finalizando a proposta
Ao finalizar essa atividade em sala de aula, é aconselhável organizar a exposição dos trabalhos dos alunos, discutindo com eles os resultados obtidos e reforçando que "o homem deve viver em harmonia com a natureza; à semelhança dos animais e das plantas ele faz parte dela" (Hagen, 1995, p. 57).

2) Esta atividade terá como objetivo proporcionar ao aluno a experiência de conceituar, descrever, analisar, interpretar, interferir, imaginar e produzir a partir da análise de uma obra de arte.

A)Vivenciando a proposta
O arte-educador poderá desenvolver esta atividade de maneira imaginativa, lúdica e prazerosa, pois a arte de Bruegel é comandada por um dinamismo realista, evidenciado pela composição das linhas com movimento e pela utilização de formas coloridas.
A obra escolhida é Banquete nupcial. Pode-se começar com algumas perguntas.

B) Desenvolvendo a proposta

a) Etapa de sensibilização
O professor poderá pedir aos alunos que expressem suas idéias, emoções e sensações após apreciarem a obra, escrevendo palavras-chave que as representem.

b) Etapa de descrição da obra
Por meio da observação, o aluno deve assinalar se a obra contém:

(  ) Linhas   (  ) Luz  (  ) Ritmo
(  ) Planos  (  ) Texturas (  ) Movimento
(  ) Figuras (  ) Som (  ) Cores
(  ) Sombras  (  ) Líquido  (  ) Manchas

c) Etapa de análise
Após a observação e descrição da obra, faremos a análise de sua composição.
Os alunos deverão assinalar, a respeito da obra em discussão, no caderno ou em uma folha previamente preparada pelo professor, os itens a seguir.

Linhas:

(  ) Curvas   (  ) Sinuosas  (  ) Sinuosas 
(  ) Retas   (  ) Quebradas (  )Horizontais
(  ) Inclinadas   (  ) Verticais  (  )Contínuas
(  ) Sobrepostas    (  ) Finas  

Cores:

(  ) Quentes  (  ) Cítricas  (  ) Opacas
(  ) Frias (  ) Misturadas  (  ) Neutras
(  ) Puras   (  ) Luminosas  (  ) Transparentes

Formas:
(  ) Orgânicas    (  ) Geométricas

O professor deve organizar com a classe uma discussão sobre os resultados da análise.

C) Finalizando a proposta
O arte-educador poderá pedir aos alunos que tragam fotografias, poesias, letras de músicas etc., que lembrem algum aspecto da pintura analisada, como festas, casamentos, noivas, reuniões, comidas etc.
Caso deseje ampliar a atividade, poderá pedir-lhes que, divididos em grupos, representem com dança e música a pintura, Dança camponesa.

3) Bruegel expressava-se também por meio de figuras de um mundo onírico, de seres estranhos e demoníacos, que representavam suas mensagens secretas. A obra Dulle Griet ou Margarida, a louca, mostra a influência de seu antecessor, Bosch. O arte-educador poderá comparar os dois artistas e evidenciar a semelhança entre ambos. Também poderá mostrar os prenúncios da arte surrealista nesta pintura ao compará-la com algumas obras de Salvador Dalí, pintor surrealista do século XX.

A) Vivenciando a proposta
O arte-educador poderá pedir aos alunos que comparem a figura central dessa obra com a mulher dos dias de hoje, fazendo uma releitura. Apropriando-se do imaginário de Bruegel, passarão, em seguida, a utilizar elementos de sua própria imaginação, criando mensagens secretas ou lembrando de algum de seus sonhos.

Sugestão de materiais:
papel canson
nanquim escolar de várias cores
pincel
bico-de-pena

O aluno elaborará seu trabalho com nanquim colorido e poderá detalhá-lo com nanquim preto, utilizando a técnica do bico-de-pena.

B) Finalizando a proposta
Ao término da atividade, sugira aos alunos que troquem seus trabalhos e tentem identificar a mensagem secreta da imaginação ou do sonho dos colegas.

4) O arte-educador poderá sugerir aos alunos que façam uma pesquisa sobre pinturas de paisagem, mencionando as obras do artista Joachim Patenier (c.1480-1524) que faziam a ponte entre as obras de Bosch e de Bruegel.

Assim, o professor conduzirá seus alunos, de forma plena e lúdica, ao maravilhoso mundo da imaginação, pedindo que relatem a pesquisa por escrito, ou por meio de reproduções visuais, ou de uma pequena representação cênica. O objetivo maior é registrar as sensações obtidas por eles nesse estudo paisagístico.

5) Analisando a obra Jogos infantis, na qual há 84 brincadeiras, os alunos poderão, juntamente com o professor de Educação Física, resgatar brincadeiras e jogos infantis do passado.

6) Observando a obra Torre de Babel, o professor de História poderá apresentar não só relatos a respeito da cena retratada, mas também organizar uma discussão sobre as possíveis críticas embutidas por Bruegel nessa pintura.

O arte-educador, juntamente com o professor de História, após uma reflexão sobre os fatos históricos da época em questão e da apreciação da obra Torre de Babel poderá propor a divisão da classe em grupos para a construção de maquetes da torre.

7) O arte-educador poderá examinar junto com seus alunos a obra de Bruegel, desvendando com eles as figuras que têm ligação com os provérbios citados a seguir; o professor de Português poderá trabalhar os conceitos propondo aos alunos uma atividade escrita ou cênica.

"Chorando sobre o leite derramado." Figura na parte inferior direita da pintura, que tenta colocar dentro do balde, com uma colher, o leite derramado.
"Quem guarda tem." Figura de capa vermelha, à direita superior, em pé nos degraus, jogando moedas no rio (desperdício).
"É preciso dois para fazer uma fofoca." Duas mulheres sentadas junto ao muro, fofocando.
"Ser como São Tomé: ver para crer." Figuras próximas a um barraco, logo acima da mulher com o leite derramado. O homem que toca o rosto de Cristo lembra São Tomé.
"Amarrar o sino no pescoço do gato." Figura à esquerda, no meio do muro.
"A sorte está lançada." Figura à esquerda, apoiada na janela, ao alto, jogando cartas fora.

Recomenda-se ao professor o filme O nome da rosa, que apresenta um panorama do controle da Igreja sobre a informação, bem como da tirania que ela exerceu e a Inquisição na Idade Média, fatores que influenciaram o surgimento da Reforma Protestante na época do Renascimento.

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