Dica
1) Gauguin, envolvido pela
simplicidade e rusticidade do meio ambiente bretão, deixa-se influenciar
por essa atmosfera pueril inspirando-se na dança e nas vestimentas
das crianças do campo.
A) Apreciação da obra
O arte-educador poderá fazer a apreciação da obra Meninas
bretãs dançando, Pont Aven, por meio da cantiga de roda Onde está a margarida. Para isso, deverá apenas adaptar
a ela uma nova letra, como a que sugerimos abaixo, ou outra, de sua imaginação.
Poderá ainda formar uma roda com os alunos e combinar que, a cada pergunta
feita, eles deverão responder individualmente ou em grupo. Sugerimos
que a classe dê continuidade aos versos até o encerramento deste
trabalho.
Onde estão as
meninas? Ela tem algumas casas.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Onde estão as meninas? Também tem algumas árvores.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Elas estão nas montanhas. Há também montes de feno.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
O que elas estão fazendo? Quem pintou essa paisagem?
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Estão dançando em roda. Foi Gauguin quem a pintou.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Quem é que está com elas? Quais as cores que ele usou?
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
É o cachorrinho delas. Amarelo, laranja e verde.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Como é o cachorrinho? E também uns tons escuros.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Ele é pequeno e peludinho. Não se esquecendo dos azuis.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Também é bem espertinho. E floreou-a de vermelho.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
O que tem nessa paisagem?
Olê, olê, olá.
B) Conclusão
Ao desenvolver essa atividade lúdica, o arte-educador estará
registrando na memória de seus alunos uma experiência que, apesar
de efêmera, despertará não só a imaginação
como também a curiosidade pela obra de Gauguin, e que também
servirá para influenciá-los no processo de reflexão e
percepção.
2) Pode-se perceber
a influência da arte egípcia na obra de Gauguin, quando ele representa
em suas obras os mitos e crenças dos povos do Pacífico Sul,
que, como os egípcios, acreditavam na união sobrenatural de
deuses e seres humanos. A síntese de sua obra está nessa fase
em que ele utiliza a linguagem esquemática dos egípcios, valorizada
pelas cores brilhantes dos efeitos decorativos da arte persa.
A) Vivenciando a proposta
O arte-educador deverá pedir a seus alunos que observem a pintura Ta
Matete, e que cada um traga a reprodução de uma pintura
da Antiguidade egípcia para efeito de comparação. Assim,
de posse da imagem do livro e a da pintura egípcia, os alunos poderão
perceber e analisar os aspectos formais e pictóricos das duas composições,
levando em consideração forma, linha, cor, textura e tema.
B) Desenvolvendo a proposta
Sugestão de materiais
Papel canson A4 ou papel reciclado de tamanho próximo ao A4 (usá-los
no sentido horizontal)
Guache de várias cores
Canetas hidrográficas
O professor deve orientar
os alunos para que façam uma releitura da imagem da pintura egípcia,
transfigurando-a segundo a ótica sintética da pintura de Gauguin,
levando em consideração os campos de cores definidas limitados
por linhas (evidenciando os contornos). O aluno deverá retratar de
forma plana pessoas, plantas, objetos, ou outros elementos contidos na pintura.
C) Conclusão da atividade
O arte-educador poderá transformar os trabalhos dos alunos em uma faixa
decorativa fixada nas paredes da classe levando-os a perceber que, apesar
dos elementos individuais de cada trabalho, o tema, a forma, a cor e a linha
servirão para dar uma unidade pictórica.
3) Antes de
começar a desenvolver com os alunos a proposta abaixo, é importante
que o arte-educador faça algumas reflexões.
A) Vivenciando a proposta
Peça a seus alunos que apreciem a pintura das páginas 28 e 29,
De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?. É importante induzi-los à
percepção dos elementos pictóricos, como a paisagem,
a vegetação, os animais, as pessoas e o ídolo. Em seguida,
os alunos devem observar a escultura de Gauguin, na página 31, baseada
na mitologia do povo taitiano.
B) Desenvolvendo a proposta
O arte-educador deverá aproveitar esta oportunidade para destacar a
diferença entre uma obra bidimensional e outra tridimensional, conceituando-as.
Em seguida, poderá sugerir a seus alunos que trabalhem na transformação
dos elementos e personagens da pintura (bidimensional) representando-os no
plano tridimensional, de modo que o ídolo, os nativos e os animais
criem volume e formas próprias. Para isso, os alunos trabalharão
individualmente (em casa) ou em grupo (na classe), com massa de modelar.
Sugestão de
materiais
1 caixa de papelão de 30 cm X 40 cm (para cada grupo)
guache, ou anilina comestível, ou nanquim colorido
4 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de sal
11/2 xícara de água
pincéis
cola
O professor pode pedir
aos alunos que façam em casa representações tridimensionais
de figuras usando massa de modelar. Se preferir, podem utilizar a receita
abaixo.
Numa vasilha, colocar
a farinha e o sal. Misturar esses ingredientes e acrescentar água até
que a massa fique homogênea e não grude nas mãos. Depois
de modelar essa massa, levá-la ao forno, em fogo brando, para secar,
até que comece a dourar. Após ser retirada do forno, poderá
ser colorida com guache.
C) Executando a proposta
Cada aluno deve trazer o trabalho executado em casa para a sala de aula.
Após apreciação e observação desses trabalhos,
o professor deverá pedir a eles que, em grupos, montem um cenário
utilizando as caixas de papelão. Eles podem pintá-las e em seguida
colar nelas as modelagens inspiradas nas personagens e nos elementos que compõem
a obra de Gauguin.
D) Conclusão da atividade
O professor poderá expor os trabalhos e pedir aos alunos que observem
as diferentes formas de representação de cada grupo, ressaltando
as diferenças de cada um dos trabalhos perante um mesmo tema.
4) O professor
de Ciências poderá aproveitar as ilustrações de
Gauguin, nas quais a natureza sempre esteve presente, e fazer com seus alunos
um estudo da fauna e da flora das florestas tropicais que tanto influenciaram
o artista desde sua infância.
5) Pelo fato
de Gauguin ter morado em diferentes continentes e ter sido marinheiro, o professor
de Geografia poderá pedir a seus alunos que façam um mapa-múndi
com o trajeto percorrido pelo artista, desde seu nascimento até sua
morte. Eles poderão indicar as épocas de cada acontecimento
e estudar as características ambientais das regiões percorridas.
6) O professor
de História poderá explorar com os alunos a similaridade entre
as culturas nativas brasileira e taitiana. Gauguin viveu entre os nativos
do Taiti e foi um defensor da cultura daquele povo, brigando com os colonizadores
franceses e, principalmente, com os padres catequizadores. Caso queira, o
professor poderá fazer comentários que levem seus alunos a perceber
o que aconteceu com a população
indígena brasileira a partir do descobrimento até os dias
de hoje, quando ainda persistem as lutas pela preservação das
terras e da própria cultura.
Uma sugestão
é que o arte-educador assista e selecione um trecho do filme Gauguin
- um lobo atrás da porta, de Henning Carlsen (Dinamarca/França,
1986), cuja fita é distribuída pela Jaguar Vídeo. O filme
apresenta a vida de Gauguin, em 1893, quando retorna a Paris após uma
temporada no Taiti e realiza uma exposição de seus quadros.
Paul fica muito decepcionado porque suas pinturas não agradam e ele
não consegue vender nenhum quadro. Sem dinheiro e amargurado, permanece
em Paris envolvendo-se em complicados relacionamentos amorosos.
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