Dica
1) É importante para o desenvolvimento desta atividade que o aluno
execute tridimensionalmente um dos elementos das composições de
Hopper.
A) Vivenciando
a proposta
O arte-educador poderá pedir aos alunos que, após a leitura do
livro, retomem o texto da página 8. Eles observarão que Hopper
gostava muito de embarcações, como mostram as pinturas O grande
percurso, Columbia, e Navegando. Lembre aos alunos que Hopper
chegou a construir o seu próprio barquinho.
B) Desenvolvendo
a proposta
Sugestão de materiais:
• para o desenho
papel sulfite
lápis 6B
• para a composição
papel canson
pincel
aquarela
Os alunos deverão construir um barquinho. O material utilizado será
de livre escolha de cada criança (madeira, papel,
papelão, sucata, etc.).
Após a construção do barquinho, os alunos poderão
fazer alguns desenhos de observação, utilizando uma folha de sulfite para cada ângulo
desenhado.
Cada aluno deverá escolher um único ponto de vista do desenho
do barquinho, transferi-la para a folha de papel canson e criar uma paisagem
marítima que tenha em sua memória. O professor poderá interagir questionando seus alunos sobre como foi
a sua experiência com o mar.
Para melhor envolver seus alunos nas pinturas de Hopper, o arte-educador poderá
utilizar trechos de músicas que lembrem a paisagem marítima e
suas embarcações, como os seguintes.
Aquarela
"...pinto um barco à vela,
branco navegando
é tanto céu e mar
num beijo azul,
entre nuvens..."
(Versão de Vinicius e Toquinho)
Suíte dos pescadores
"Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar
Meu bem querer
Se Deus quiser
Quando eu voltar do mar
Um peixe bom
Eu vou trazer..."
(Dorival Caymmi)
C) Conclusão
da atividade
O professor poderá pedir um relato individual, no qual o aluno possa
deixar registrado, por escrito, até em forma de poesia, sua experiência
entre a imaginação da paisagem marítima e a produção
do barquinho.
2) "O quadro não é a transposição exata
de um local real, mas uma combinação de esboços e impressões
de elementos da região" (Edward Hopper).
A) Vivenciando
a proposta
O professor poderá iniciar um diálogo com seus alunos sobre a pintura da página 5, Cidade carvoeira de Pensilvânia,
para estimular a percepção e a imaginação.
B) Desenvolvendo
a proposta
Sugestão de materiais:
papel kraft
guache
pincel
godê ou fôrma de gelo para trabalhar a técnica aguada
Hopper quis mostrar nesta pintura o homem olhando para dentro de si próprio,
excluído da civilização e sem acesso ao espaço da
natureza. Seu olhar vazio corresponde à loja também vazia.
O texto da página 5 mostra uma das características de Edward:
imaginar cenas "reais", vistas e percebidas como se ele as estivesse observando
através da janela de um carro, de um ônibus ou de um trem, sem
que a precisão fotográfica interferisse nas suas composições.
Para executar seus quadros, Hopper usava apenas suas lembranças, que
nem sempre coincidiam com a realidade.
Peça aos alunos que se coloquem na mesma situação vivenciada
por Hopper e tentem retratar uma cena de uma cidade ou de um bairro, pelo qual
tenham passado utilizando algum meio de transporte.
C) Conclusão
da atividade
Após o término da atividade, convém que cada aluno comente
sua produção, pois foram resgatadas imagens que o sensibilizaram
em algum momento de sua vida. O arte-educador poderá ressaltar a importância
do ato de perceber e de registrar as imagens dentro de si.
3) "A sua técnica de representar os pormenores chama a atenção
e decepciona, sugerindo, às vezes, movimento e mudança, enquanto
os sujeitos representados parecem de tal maneira imóveis que simulam
pormenores congelados de um filme perpétuo. As perspectivas escolhidas
por Hopper, a sua técnica em relação aos pormenores e o
seu processo de representação da luz aproximam-se, freqüentemente,
das convenções do cinema e do teatro" (Brian
O'Doherty).
A) Vivenciando
a proposta
O arte-educador poderá sugerir a seus alunos que escolham um tema da pinturas de Hopper com cenas do cotidiano urbano, como as das pinturas Rua
de Paris e Escadaria da Rua Lille, 48, Paris, de uma ferrovia, como
em Casa ao lado da ferrovia, de um cinema, como em Cinema de Nova
York, de um posto de gasolina, como em Posto, de um escritório,
como em Escritório em Nova York, de lanchonetes ou cafés,
como em Notívagos. O professor poderá colocar na lousa
o conceito e a síntese dos planos cinematográficos.
Será interessante que os alunos reconheçam a linguagem cinematográfica
das pinturas de Hopper e identifiquem, nas obras citadas acima ou em outras
de sua escolha, os planos.
B) Desenvolvendo
a proposta
Sugestão de materiais:
papel canson A3
lápis para esboço
canetas hidrográficas de ponta fina, preta e coloridas
lápis de cor
Os alunos poderão inventar uma história em quadrinhos, utilizando
as pinturas de Hopper como cenário, que poderá ou não ter
personagens. O arte-educador poderá fazer uma breve explanação
da linguagem dos quadrinhos, tipo de letra, etc. e apenas exigir que todas as
histórias tenham um enredo lógico. Não é preciso
estabelecer o número de quadrinhos, porém será bom pedir
que a história preencha o espaço de uma folha, no máximo
duas, de papel canson. Ficará a critério do aluno compor a sua
história em branco e preto ou em cores.
C) Conclusão
da proposta
O arte-educador deverá expor os quadrinhos dos alunos nas paredes da
sala de aula para que todos possam interagir, observar e conhecer a criação
dos colegas. Depois, poderá concluir esta proposta explicando aos alunos
que os desenhos animados são realizados a partir dos quadrinhos e sugerir
que a classe escolha um vídeo de um desenho animado a fim de observar
os recursos usados no desenho, além, é claro, de divertir-se com
a história.
4) Hopper não quis fixar seu olhar, mas, sim, deixá-lo
livre de qualquer sentimento ou emoção em relação
à situação observada, o que torna sua obra uma continuidade
a ser contemplada para além do tempo e do espaço.
A) Vivenciando
a proposta
O arte-educador, após explicar aos alunos o processo da gravura,
em especial da gravura em metal que usa a técnica da água-forte,
poderá pedir-lhes para observar as águas-fortes Noite no parque,
e Sombras da noite. Os alunos devem observar a técnica utilizada
nas linhas, as tonalidades e o sombreamento dados pelo distanciamento ou aproximação
das linhas texturizadas e a utilização da cor preta.
B) Desenvolvendo
a proposta
Sugestão de materiais:
pincel
um pouco de algodão
lápis de cera branco
papel canson A3
ponta seca de um compasso, ou de um clipe, ou de uma caneta velha
nanquim preto
pó de giz ou talco
O professor poderá propor aos alunos que, observando as águas-fortes
de Hopper, utilizem apenas os temas parque e sombras para criar o esboço
de um desenho que terá o mesmo efeito de uma gravura em metal, ao se
aplicar a seguinte técnica: cobrir totalmente a folha de canson com o
lápis de cera branco. Passar, em seguida, pó de giz ou talco com
algodão para retirar o excesso de cera. Com o pincel, cobrir todo o papel
com nanquim preto. Depois de seco, executar o desenho do esboço, trabalhando
as linhas com objetos de ponta, fazendo com que parte do fundo branco apareça.
O segredo desta técnica está em trabalhar as linhas em diferentes
posições (texturas) e em diferentes tonalidades, pela sua aproximação
ou afastamento.
C) Conclusão
da proposta
O arte-educador poderá pedir aos alunos que relatem suas experiências
ao produzir seus trabalhos. É possível também fazer várias
cópias de um mesmo trabalho, pois a gravura é uma técnica
de impressão que permite uma socialização do trabalho artístico.
5) Português
a) O professor
deverá pedir aos seus alunos que observem a pintura da página
27, Quarto de hotel. De acordo com a sugestão do autor deste livro,
Mike Venezia, fazer com que imaginem qual seria o livro que a moça está
lendo. Em seguida, os alunos poderão escrever um conto resumindo a história
desse livro imaginado.
b) O professor
de Português poderá sugerir aos alunos um trabalho conjunto com
Artes, organizando uma pesquisa sobre as origens da escrita e comentando a respeito
do surgimento do alfabeto, da invenção do papel, da xilogravura
e da invenção da imprensa.
6) História
Seria interessante realizar uma pesquisa, complementando a sugestão do
exercício 3 deste encarte, sobre as origens históricas dos quadrinhos
desde as pinturas das cavernas pré-históricas até as pinturas
egípcias, os afrescos romanos, as iluminuras etc.
7) Matemática
O professor poderá sugerir que os alunos trabalhem com o tangram.
Dividindo a classe em grupos, cada um montará o jogo utilizando partes
das composições de Hopper que sejam geométricas (chaminés,
fábricas, partes de uma casa etc.) Deverão fazer uma nova composição,
contorná-la com lápis e depois pintá-la de preto, formando
um perfil escuro sobre um fundo branco.
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