Ao consubstanciar a condição de paradoxalidade, entendida como a negação ao acesso à variedade-padrão, instaura-se o ignorantismo lingüÃstico que, dentro de um feixe de representações e de práticas, produz as condições objetivas de manter o processo de dominação, por meio de mecanismos que condicionam a prática de lÃngua ao simples reconhecimento da variedade-padrão, culminando na institucionalização do fracasso lingüÃstico.
Disso resulta a inculcação, nos educandos, da sÃndrome de inferioridade lingüÃstica, essência da dominação simbólica da classe hegemônica, que atende a interesses de sua perpetuação polÃtico-ideológica.
Para romper a hegemonia da dominação simbólica, propõe-se a maximização da variedade-padrão em duas instâncias especÃficas, de modo que possa ocorrer uma apropriação efetiva da variedade-padrão por parte dos educandos.
Em se maximizando a variedade-padrão no cotidiano do falante de lÃngua portuguesa, projeta-se a contradição de ela ser utilizada como instrumento de dominação e de opressão.
Data: 1999.
Local: PontifÃcia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP.