1) Leia atentamente o texto baixo:
Energia e Meio Ambiente
Gilberto De Martino Jannuzzi
O sistema energético compreende as atividades de extração,
processamento, distribuição e uso de energia e é responsável
pelos principais impactos ambientais da sociedade industrial. Seus efeitos nocivos
não se restringem ao nível local onde se realizam as atividades
de produção ou de consumo de energia, mas também possuem
efeitos regionais e globais. Na escala regional pode-se mencionar, por exemplo,
o problema de chuvas ácidas, ou ainda o derramamento de petróleo
em oceanos, que pode atingir vastas áreas. Existem ainda impactos globais,
e os exemplos mais contundentes são as alterações climáticas
devidas ao acúmulo de gases na atmosfera (efeito estufa), e a erosão
da camada de ozônio devida ao uso de CFCs (compostos com moléculas
de cloro-fluor-carbono) utilizados em equipamentos de ar condicionado e refrigeradores.
Todas as etapas da indústria energética até a utilização
de combustíveis provocam algum impacto ao meio ambiente e à saúde
humana. A extração de recursos energéticos, seja petróleo,
carvão, biomassa ou hidroeletricidade, tem implicações
em mudanças nos padrões de uso do solo, recursos hídricos,
alteração da cobertura vegetal e na composição atmosférica.
As atividades de mineração (carvão e petróleo) empregam
cerca de 1% da mão de obra global, mas são responsáveis
por cerca de 8% dos acidentes de trabalho fatais.
As atividades relacionadas com a produção e uso de energia liberam
para a atmosfera, água e solo diversas substâncias que comprometem
a saúde e sobrevivência não só do homem, mas também
da fauna e flora. Alguns desses efeitos são visíveis e imediatos,
outros tem a propriedade de serem cumulativos e de permanecerem por várias
décadas ocasionando problemas.
A partir dele e das informações contidas no Capítulo 8 "Energia e Meio Ambiente no Brasil", faça uma pequena dissertação sobre os principais impactos ambientais decorrentes da produção e do consumo de energia no país.
2) Com base no item Eixos de circulação e custos de
deslocamento (págs. 102-104) do Capítulo 6 do seu livro,
discuta a idéia de "competividade do espaço", apresentada
no fragmento de texto abaixo:
Para explicar as transformações estruturais do setor agrícola
brasileiro mais moderno, vários autores reconhecem a passagem de um paradigma
marcado pelo Complexo Agroindustrial, nas décadas de 1960 e 1970, para
o que se denomina de "organização em rede", emergente
na década de 1980 e enfatizada nos anos 1990. Esse último período
é marcado por uma forte crise fiscal do Estado brasileiro, que impele,
pouco a pouco, a uma mudança nas formas de intervenção
no setor agrícola.
A adoção de uma política neoliberal junto a um novo
paradigma tecnológico dominante (microeletrônica, biotecnologia,
redes telemáticas corporativas) propicia um novo campo de forças
na estruturação das articulações entre os agentes,
sobretudo da produção voltada à exportação.
Essas mudanças propiciam maior margem de manobra para as políticas
territoriais das grandes empresas, ampliando o campo de ação dos
capitais privados no agronegócio. O crédito, a circulação,
a distribuição, a comercialização ganham nova racionalidade
balizada pelos parâmetros dos mercados internacionais, introduzindo o
imperativo da competitividade. As alianças entre empresas são
dominadas pelas grandes tradings, tais como Cargill, Maggi, ADM, Caramuru e
Bunge-Ceval, tanto para assegurar o acesso a novos conhecimentos e a novos mercados,
quanto para estabelecer o controle de toda a cadeia produtiva. [...] As grandes
empresas que controlam, direta ou indiretamente, as diversas etapas do chamado
"complexo soja", à montante e à jusante da produção
propriamente dita, funcionam segundo as características do macro-circuito,
isto é, acionando os pontos de modernização do território
nacional e do mundo, para responder de forma competitiva aos mercados internacionais.
A combinação de ações entre os agentes públicos
e privados e a distribuição seletiva de grandes sistemas de transporte
e logística na viabilização da produção de
soja para exportação, têm provocado profundas transformações
na organização e no uso do território brasileiro[...] A
movimentação da produção (mais de 50 milhões
de toneladas na última safra), tanto para a fluidez da soja em grãos,
quanto de seus derivados (farelo e óleo refinado) exige, cada vez mais,
velocidade, qualidade e baixos custos, uma vez que o frete é um componente
muito significativo dos custos finais de granéis sólidos agrícolas
(produtos de baixo valor agregado e grande volume). A competitividade deixa
de ser um atributo apenas das empresas e passa a caracterizar também
o espaço"
3) O mapa abaixo, elaborado pela Agência Estado, destaca
alguns dos principais eixos de expansão da agricultura brasileira, particularmente
do cultivo de grãos. Considerando a resposta à questão
anterior, relacione as alternativas existentes, em construção
e em projeto para o escoamento desta produção.

4) Utilizando o item A organização do espaço agrário (págs. 139-144) do Capítulo 6 de seu livro, procure explicar a distribuição espacial da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas pelas regiões brasileiras, referente a safra 2004.
5) De acordo com o geógrafo Milton Santos, a informação
e os fluxos imateriais são a grande força motriz de nossa época.
Em sua palavras: "a informação não apenas está
presente nas coisas, nos objetos técnicos, que formam o espaço,
como ela é necessária à ação realizada sobre
essas coisas. A informação é o vetor fundamental do processo
social e os territórios são, desse modo, equipados para facilitar
a sua circulação. (...) Os espaços assim requalificados
atendem sobretudo aos interesses dos atores hegemônicos da economia, da
cultura e da política e são incorporados plenamente às
novas correntes mundiais. O meio técnico-científico-informacional
é a cara geográfica da globalização". Fonte:
Milton Santos, A natureza do espaço, São Paulo, Hucitec.
1996. Com base nesse idéia, procure explicar as mudanças recentes
na rede e na hieraquia urbana brasileiras, analisadas no item do Capítulo
8 "O espaço das redes: as cidades e os fluxos" (págs.
150-154).