1) Releia o item O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (págs. 261-263) do CapÃtulo 17 de seu livro e o site do Ibama (www.ibama.gov.br), do qual foi extraÃdo o mapa abaixo, para responder à s questões abaixo:
a) De acordo com a lei, a criação das Reservas Extrativistas destina-se
não apenas a conservação da natureza, mas também dos "meios de vida e cultura"
das populações tradicionais. Discuta essa idéia.
b) Procure explicar a lógica da distribuição espacial das reservas extrativistas
(já criadas ou em estudo) pelo território brasileiro.

2) O item Produzindo na Floresta do CapÃtulo 18 de seu livro
discute especificamente a questão das Reservas Extrativistas da Amazônia. Os
textos selecionados abaixo também abordam este tema. Leia-os atentamente para
responder às questões abaixo:
Falar que o destino da Amazônia é a regressão ao extrativismo, mesmo a um
extrativismo idÃlico, socializado e mÃstico, é mais uma vez atropelar a própria
Amazônia. De qualquer modo, vamos supor que fosse possÃvel fazer da Amazônia
uma imensa reserva extrativista, um enorme playground para todos os diversos
pirados da Terra. Bem, este o sonho nada pirado da poderosa indústria farmacêutica
internacional, dos grupos econômicos que trabalham com a biotecnologia, com
a engenharia genética e a etnobiologia. Assim, mais uma vez deseja-se que a
Amazônia ofereça o que tem, mas que fique em seu lugar, como território primitivo,
de gente primitiva, que não deve jamais ter acesso a essas tecnologias e ao
controle econômico de seus produtos. O certo é que, se o extrativismo na Amazônia
não está morto, deve ser definitivamente erradicado por qualquer plano que respeite
o processo histórico e a vontade regional. Mesmo porque a Amazônia não deve
ser reserva de nada, nem celeiro, nem estoque genético ou espaço rústico para
deleite dos turistas pós-indusriais.
Enquanto o conceito de desenvolvimento sustentável coloca em questão as
modalidades do desenvolvimento econômico, certo discurso ecologista apresenta
as reservas extrativistas como a melhor forma econômica e social de valorização
sustentável da Amazônia, e os seringueiros como os guardiões do patrimônio natural
comum, que é a floresta. Garantir o controle do acesso aos recursos naturais
por seus usuários, assegurando assim os direitos dos trabalhadores da floresta,
parece ser a solução mais realista e mais econômica. Um novo mapa da região
(IBGE, 1993) mostra a Amazônia como um conjunto de parques e florestas nacionais,
reservas biológicas, estações e reservas ecológicas, reservas extrativistas,
aos quais seria conveniente acrescentar as reservas indÃgenas [...] O extrativismo
perde, assim, seu caráter de atividade arcaica para ressurgir como uma atividade
que garante a conservação da biodiversidade e que forma uma base para o desenvolvimento
da biotecnologia. A Amazônia torna-se, novamente, um reservatório quase infinito
de bancos de dados genéticos...
a) Os textos acima apresentam posições radicalmente diferentes acerca
do significado contemporâneo do extrativismo da Amazônia. Identifique e explique
estas diferenças.
b) Faça uma pesquisa sobre o tema na internet, procurando conhecer o
funcionamento e a viabilidade econômica das reservas extrativistas já implementadas.
Depois, organize com seus colegas um debate sobre o tema, considerando os diferentes
argumentos levantados pelos autores do texto.
3) A soja é um dos mais recentes vetores de ocupação da Amazônia. Grandes
fazendas mecanizadas estão sendo implantadas nas fronteiras amazônicas, tornando
ainda mais urgente a discussão sobre os projetos viárias da região. Releia o
item Planejamento e Desenvolvimento Sustentável (págs. 275-278) do CapÃtulo
18 e considere os argumentos contidos no texto abaixo para responder à s
questões propostas:
As novas fronteiras da Amazônia são dominadas pela corrida para controlar
os recursos naturais, seja pela aquisição do direito de exploração desses recursos,
seja pela posse da terra. A pavimentação da BR 163 não será diferente. É sabido,
que a pavimentação acelera o desmatamento do corredor. Isso ocorre porque não
há planejamento nem forma de controle para a região. As atividades tradicionais,
a pecuária, a agricultura e a exploração madeireira, se praticadas da forma
tradicional, deixarão um marco de pobreza para a região. Considerando o uso
tradicional desses recursos, os benefÃcios econômicos do capital natural são
acumulados por um pequeno grupo de pessoas e o resultado, a longo prazo é, possivelmente,
o estabelecimento de pastagens de baixa produtividade, como as vastas áreas
de capoeiras cobrindo morros pedregosos, que dominam este eixo no estado do
Pará. As florestas exploradas para a madeira podem pegar fogo, e a população
pode adoecer devido à poluição promovida pelos incêndios. E os rios vão estar
secos e poluÃdos, pois as áreas de proteção permanente não serão respeitadas.
Isso será mais grave e mais rápido em áreas onde existe uma indefinição da estrutura
fundiária, que facilita a grilagem, a venda ilÃcita de terras, e acirra os conflitos
no campo, sendo hoje apontadas como algumas das mais violentas do Pará. Nesse
contexto, a soja terá um papel critico adicional, que não faz parte das experiências
passadas e não está previsto nos modelos. A abertura da BR 163 beneficiara imensamente
a indústria da soja, reduzindo seus custos de transporte e facilitando a exportação
do produto através do porto de Santarém. A expansão da soja com certeza trará
um incentivo extra para o desmatamento. Se a ocupação prosseguir sem controle,
o cenário pode incluir atividades de baixa produtividade, como forma rápida
de ocupação de terra devoluta.
a) As autoras consideram que a pavimentação da BR 163 pode provocar
desastres ambientais e sociais. Discuta essa idéia.
b) Explicite as relações entre o projeto de pavimentação da BR 163 e
a indústria da soja.
4) No item O Nordeste em Movimento (págs. 287-290) do CapÃtulo
19, discutimos o contexto no qual a Sudene foi transformada em Adene. Em
julho de 2003, porém, a Sudene foi recriada por um decreto assinado pelo Presidente
Luis Inácio Lula da Silva. Em entrevista dada ao Jornal da USP (4 de
agosto de 2003) o geógrafo Ariovaldo Umbelino de Oliveira analisou o significado
desse decreto:
Ao recriar a Sudene (Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste), ao mesmo tempo em que sinaliza para a reativação da extinta Sudam (Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia), o governo Lula quer deixar claro o caráter intervencionista do Estado sob seu comando, delineando assim uma estratégia diferente da administração FHC, de orientação neoliberal. Além disso, a presença do idealizador da Sudene, Celso Furtado, na cerimônia de reinauguração, no dia 28 de julho, é um forte sÃmbolo da intenção de o governo retomar o papel original do órgão fundado em 1959 por Juscelino Kubitschek, depois de uma seca que aumentou a tensão social nos sertões nordestinos [...] A polÃtica neoliberal da administração FHC caminhou na direção do Estado mÃnimo. Ele extinguiu Sudene, Sudam e outros órgãos e criou as agências reguladoras, coisa que os Estados Unidos conheceram há mais de 30 anos. No governo Lula, ao contrário, o Estado é agente mobilizador de recursos e de uma polÃtica de desenvolvimento.
a) Ariovaldo Umbelino enxerga na recriação da Sudene os sinais de uma
mudança profunda na condução da polÃtica regional. Explique os seus argumentos.
b) De acordo com o geógrafo, a nova Sudene deverá retomar as funções
originais do órgão, criado em 1959. Discuta essa idéia, considerando as transformações
ocorridas na economia brasileira nos últimos decênios.
5) O projeto de transposição do Rio São Francisco, analisado no item As
águas do São Francisco (pág. 290) do CapÃtulo 19, figura entre as
obras de infra-estrutura consideradas prioritárias pelo atual governo federal.
Faça uma pesquisa na internet sobre o assunto e escreva um texto identificando
as principais polêmicas que envolvem este projeto.
6) No ano de 2003, a negociação da Alca ingressou na sua etapa decisiva
de apresentação e discussão das ofertas comerciais de cada Estado participante.
Estados Unidos e Brasil são os co-presidentes dessa etapa final de negociação
hemisférica. Releia o item A América do Sul e a Alca (págs. 296-301)
do CapÃtulo 20 e faça uma pesquisa sobre o andamento recente das negociações,
destacando a posição da polÃtica externa brasileira sobre o tema. Discuta os
resultados de sua pesquisa em sala da aula.