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Todo Pererê - volume 3
   


96 página(s) 20 X 27 cm ISBN 85-16-04175-1
Preço sugerido R$ 36,50

INDICAÇÕES
2º ano - Fundamental I
3º ano - Fundamental I
4º ano - Fundamental I
5º ano - Fundamental I
6º ano - Fundamental II
7º ano - Fundamental II
8º ano - Fundamental II
9º ano - Fundamental II

Disciplina(s)
-Língua portuguesa

 

SINOPSE

Pererê é o único duende do folclore brasileiro. Trata-se de um negrinho mágico, de uma perna só, que vive na floresta. Inquieto e espirituoso. Pererê é o símbolo da nacionalidade brasileira, já que sua lenda foi construída três etnias que fizeram a história brasileira: o índio, o negro e o europeu. Publicado na década de 60, o Pererê de Ziraldo se transformou em uma criança normal, mas com todos os poderes mágicos de um duende. Passou a ser o chefe de um grupo de amigos formado por um índio, uma pantera, um coelho, uma tartaruga, um tatu, um macaco, e uma coruja, figuras inaugurais do folclore brasleiro. Ler todo Pererê é uma forma de ter contato com um mundo generoso, ingênuo, onde existem pessoas (ou seres, já que a maior parte dos personagens é composta por animais) capazes de coisas hoje em dia tão raras como a solidariedade, a união e a sensibilidade.

MATERIAL PARA IMPRIMIR
 
OUTRAS OBRAS DESSE AUTOR
- O segredo de mãe Docelina
- Todo Pererê - volume 1
- Todo Pererê - volume 2
Ziraldo Alves Pinto

Artista gráfico, humorista, escritor de livros para crianças, ilustrador, cartunista, caricaturista, dramaturgo, jornalista, bacharel em Direito. Em 1957, formou-se em Direito, quando ainda não havia escolas de artes no Brasil. Nessa época, já publicava seus cartuns na imprensa de seu Estado, Minas Gerais, e fazia, também, desenhos de publicicade. Em 1958 mudou-se para o Rio de Janeiro e se transformou num dos cartunistas mais conhecidos do país, com trabalhos publicados em várias revistas internacionais, e num artista gráfico conhecido profissionalmente em todo o mundo. Em 1960 realizou seu sonho infantil: transformou-se num autor de comics e lançou a primeira revista brasileira do gênero, reunindo todos os bichos formadores do universo do folclore brasileiro (a onça, o macaco, o jabuti, o tatu, o coelho e a coruja), um pequeno índio, e como chefe dessa gang, o Saci Pererê, a mais importante figura do imaginário brasileiro. Com eles, criou a turma, que marcou época na história da ficção do Brasil. O nome da revista é Saci Pererê, que chegou a ter tiragens memoráveis, embora essa seja uma história totalmente afastada dos padrões da massa média. Foi a primeira história em quadrinhos de autor brasileiro. Em 1964, com a tomada do poder pelos militares, a revista encerrou sua carreira. Era nacionalista demais para sobreviver ao golpe dos fascistas do Brasil. A força desses personagens tão tipicamente brasileiros resistiu aos anos duros do militarismo e, em 1973, a Editora Primor, no Rio de Janeiro, reeditou as melhores histórias do Saci Pererê, com o nome A Turma do Saci Pererê, em álbuns de comics (três volumes). As histórias do Pererê passaram, então, a fazer parte de muitos livros didáticos publicados no país, ajudando a criança brasileira a conhecer a diversidade da cultura nacional. Durante o período da ditadura (1964-1984), Ziraldo realizou um trabalho intenso de resistência a repressão. Fundou, junto com outros humoristas, o mais importante jornal não-conformista da história da imprensa brasileira, O Pasquim. Foi nesse período, também, que ganhou o prêmio "Oscar Internacional de Humor" de Bruxelas (1969) e o "Prêmio Merghantaller", prêmio máximo da imprensa livre da América Latina, entregue em 1969 em Caracas, Venezuela, pela Associação Internacional da Imprensa. O prêmio representa para a América Latina o mesmo que o prêmio CABOT para os Estados Unidos. Em 1969, Ziraldo escreveu e ilustrou seu primeiro livro para crianças, o FLICTS: a história de uma cor sem lugar no mundo, contado com um máximo de cores e um mínimo de palavras. A embaixada dos Estados Unidos no Brasil presenteou, com um exemplar do livro, os astronautas que pisaram na Lua pela primeira vez, quando de sua visita no Brasil. Neil Armstrong leu o livro e, comovido, escreveu num exemplar do autor: "The moon is FLICTS". Em 1969, foi o único artista gráfico latino americano convidado pela UNICEF para fazer o cartaz anual. Em 1979, Ziraldo passou a dedicar mais seu tempo a sua antiga paixão: escrever história para crianças. E publicou, nesse ano, O Planeta Lilás, um poema de amor ao livro, onde ele mostra que o livro é maior que o universo, pois esse cabe inteirinho dentro de suas páginas. Em 1980, na Bienal Internacional do Livro em São Paulo, com o lançamento de O Menino Maluquinho, Ziraldo recebeu sua maior consagração como autor infantil. O livro se transformou no maior sucesso editorial da feira, ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro em São Paulo. O texto foi adaptado para o teatro, com montagens em todo o país, e para o cinema. No cinema, teve duas versões: O Menino Maluquinho (1995) e O Menino Maluquinho 2 (1998). Foi escolhido para fazer parte da 1ª Ciranda de Livros, da Fundação Roberto Marinho, Prêmio UNESCO. A partir daí, Ziraldo passou a dedicar sua vida inteira à literatura e à ilustração para crianças. Todos os seus livros se transformaram pelas maõs de outros artistas em peças de teatro encenadas em todo o país. Mais recentemente, em 1999, Ziraldo lançou, juntamente com outros humoristas e jornalistas a revista BUNDAS, editada no Rio de Janeiro, e a revista PALAVRA, editada em Belo Horizonte.


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